ESTUDO DE PILATES EM ESCLEROSE MULTIPLA
Iniciamos um estudo para avaliar a eficácia dos exercícios baseados nos pricípios de Pilates Solo com pacientes portadores de esclerose múltipla. Caso haja interesse por favor entrar em contato com a clínica com Martha Cecily B. Chaim.
PILATES NA REABILITAÇÃO FÍSICA
Publicada em: 01/12/2010
Pessoas portadoras de deficiência física, com lesão desde o nascimento ou adquirida posteriormente, apresentam certas características que as levam a modificar suas atividades diárias. Entre essas características destacam-se:
a) Alterações motoras, ou seja, mudança na força muscular, na flexibilidade e na própria marcha;
b) Alteração da sensibilidade, na qual há, por exemplo, perda da precisão do movimento, ou ainda, a não percepção da localização exata de um membro;
c) Aumento de quedas por alteração de equilíbrio; ou dificuldade de andar como por exemplo andar e olhar a paisagem simultaneamente
d) Perda da funcionabilidade dos movimentos, com falta de controle preciso, sendo que estes não fluem harmoniosamente.
Perdem a funcionabilidade dos movimentos, instalam-se compensações e ultimamente a ERGONOMIA corporal fica comprometida. Em outras palavras, gastam mais energia para realizar determinados exercícios, acometendo a autonomia e a independência. Esta energia gasta demasiadamente é vista tanto nas compensações com no uso exagerado de outros grupos musculares durante os exercícios (como nas garras não patológicas/ dedos das mãos cerradas/ apnéia).
Há um desequilíbrio muscular que pode levar a um desequilíbrio postural, com conseqüente perda de equilíbrio e mobilidade. Há crescente medo em realizar algumas atividades, podendo levar até a quedas. A dificuldade muitas vezes é desanimadora e permanente.
Num ciclo vicioso, há aumento das compensações (com maior gasto de energia) que leva a aumento do desequilíbrio tanto muscular, como proprioceptivo e de conscientização o que leva a menor ergonomia e assim por diante.
Segundo Pilates é importante e possível “produzir um corpo uniformemente condicionado, flexível e forte a partir do controle total da mente.”
O Pilates na reabilitação neurológica oferece ao paciente uma adequação deste quadro; ensina como movimentar melhor os membros através de exercícios que, inicialmente, tem o objetivo de fortalecer o “centro ou cinturão”: este está localizado no centro do tronco, basicamente na região lombar. O método Pilates prega que este centro tende a proteger a coluna que suporta cerca de 75 % do peso corporal. A partir deste fato, uma vez a coluna lombar protegida e estável, os movimentos dos membros se tornam mais fácies, mais fluidos e mais ergonômicos. Através do método Pilates é possível trabalhar de modo efetivo a atuação destes músculos estabilizadores, “isolando” os movimentos do tronco e dos membros. Os pacientes poderão aprender a utilizar os movimentos de modo mais isolado, utilizando somente os músculos necessários. Consequentemente o esforço necessário para movê-los será bem menor.
Todos os exercícios exigem muita concentração; são associados à respiração, com poucas repetições, são lentos e não levam à fadiga. Os movimentos involuntários que aparecem com o aumento da dificuldade da tarefa podem diminuir, pois através do método Pilates é solicitada a contração apenas do músculo necessário, os demais permanecendo relaxados.
O tratamento é todo adaptado para deficiência neurológica e os resultados podem ser sentidos e observados em poucas sessões.
Martha Cecily B. Chaim